Pequena Biografia de Adozinda Caracciolo de Azevedo Kuhlmann
Nasceu em 26 de abril de 1917.

Apesar de não ser baiana (pois os baianos não nascem, "estréiam"), a professora Adozinda nasceu e estreou em Cuiabá, Mato Grosso, e já começou a iluminar o mundo. Aos seis meses de idade, veio morar em São Paulo. Já naquela época, começou a fundar as bases de suas amizades que conserva até hoje. Casou-se com Phidias Kuhlmann, que já está vivendo plenamente em outra dimensão. Tem dois filhos (Stella e Gustavo), quatro netos e uma bisneta (outra já está a caminho). Mora em Santo Amaro, na mesma casa, há muitos anos.

A vida da Adozinda é um evangelho vivo, uma história de amor e dedicação. Já foi enfermeira prática, trabalhou com grandes personalidades da história do Brasil, em escolas, com políticos, com o maestro Lozano... Enfim, se fôssemos enumerar e descrever tudo o que ela já fez até agora, produziríamos um romance mais longo do que Guerra e Paz.

Com seu sorriso largo, olhar maroto e entusiasmo incansável pela vida, ela vê em tudo e em todos praticamente só o lado positivo e, nas raras vezes em que percebe algo, digamos, não tão digno de elogios, diz que é apenas uma constatação de fatos (fofoca, jamais). Aos seus olhos, todos são extraordinários, fantásticos, maravilhosos, iluminados, muito queridos e amados.

Até hoje trabalha intensamente, revisando e corrigindo livros, teses de mestrado, doutorado e, principalmente ensinando o que ela tem de melhor a pessoas com necessidades especiais. Para muitos, ela é a mãe ou "vó" Adozinda; para outros tantos, a sempre professora Adozinda, mesmo para os que já passam dos sessenta anos. Acima de tudo, ela é a amada Adozinda, pois espalha generosidade verdadeira e carinho genuíno.

Partilha a vida com tanta gente que suas festas de aniversário contam com a presença de mais de 400 pessoas a cada ano. Ela sempre diz que "nascemos não somente para viver, mas para conviver". Breve Adozinda completará 92 anos! Viver ao lado dela é bem fácil ser feliz.

Este texto foi escrito por Heloisa Perrone Attuy em 26 de abril de 2007 e as duas últimas frases foram por mim atualizadas em 8 de março de 2009, dia internacional da mulher, Cristóvão José Zygmunt Wieliczka.

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