Edmundo Zenha

Edmundo Zenha nasceu em Santo Amaro aos 14 dias do mês de outubro de 1917, antes da incorporação desta Vila à cidade de São Paulo, capital do Estado de São Paulo. Filho de Belmiro Schunck Zenha e Maria Michaelis Zenha, descendentes de alemães, italianos e portugueses.

Fez o curso primário no Grupo Escolar Paulo Eiró, aqui em Santo Amaro, e o ginásio no Colégio Ipiranga. A seguir cursou o Pré-Jurídico ingressando nas "Arcadas" (Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo) onde se bacharelou em 1945. Em 1947 casou-se com Umbelina Pinheiro Forster também natural da Vila de Santo Amaro, descendente de Adolfo Pinheiro, que passou a assinar Umbelina Forster Zenha. Teve três filhas: Maria da Gloria, Maria Juliana e Maria Elizabeth. Paralelamente com o seu trabalho como advogado durante 45 anos dedicou-se à pesquisa histórica, pertencendo ao Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Em 1948 publicou "O Município no Brasil- 1500-1700", que é citado e elogiado por vários autores, entre eles: Gilberto Freyre, em "Sobrados e Mocambos", segundo volume, Editora José Olympio, 1951, página 665; Rafael Bielsa, em "Princípios de Regimen Municipal", terceira edição, 1962, página 63, Abeledo Perrot - Buenos Aires; C.R.Boxer, em "Portuguese Society in the tropics", capítulo III, página 72, Copyright 1965, by the Regents of the University of Wisconsin Handbook of Latin American Studies, N.14.1948, prepared by the Hyspanic Foundation of the Library of Congress, Francisco Aguilera Editor, University of Florida Press, Gainesville Florida, USA.

Foi o primeiro historiador, natural de Santo Amaro, a dedicar-se aos estudos relacionados a esta Vila, hoje um bairro da cidade de São Paulo, dos quais se destacam: "A Colônia Alemã de Santo Amaro - Sua instalação em 1829, publicado em 1950;" Santo Amaro de Paulo Eiró", publicado em 1952 e "A Vila de Santo Amaro", que além de novos dados inclui aqueles existentes nos trabalhos anteriores. Em 1970 publicou "Mamelucos", uma obra polêmica que mudou o conceito da ação dos bandeirantes, hoje, totalmente incorporado pelos historiadores.

Seu nome consta no Dicionário de Autores Paulistas, Edição do 4º Centenário da Cidade de São Paulo - 1954 - organizado por Luiz Correia de Melo e no Dicionário Literário Brasileiro de Raimundo de Menezes, segunda edição, Editora LPC - Livros Técnicos e científicos S.A., 1978.

Em 1999 escreveu e publicou "Vento de Agosto" que contém algumas de suas lembranças e idéias. Na abertura do livro fez constar: A edição dessas reminiscências foi feita pela Caetê - Gráfica Editora, num total de 6 (seis) exemplares, assim distribuídos: um exemplar fica comigo, o autor; um para cada uma de minhas filhas, o que dá um total de quatro exemplares. O quinto e o último aos meus compadres José Bueno de Aguiar e Julio Guerra. E assim fica esgotada a primeira edição. A colaboração de minha neta Renata foi fundamental. E ninguém venha me dizer que as coisas narradas não foram assim como aparecem. Eu estou com o abade Verlot: "Mon siège est fait".

Edmundo Zenha faleceu em primeiro de julho de 2003 em sua residência em Santo Amaro, onde sempre viveu.

texto de Maria Juliana Zenha Kuhlmann.

Voltar