Livro: “O Inventário do Cotidiano”,
de autoria do próprio Jurandi Assis, publicado em 2000, lançado no mesmo ano em evento com exposição de suas obras, na “Casa da Fazenda”, no Morumbi, em São Paulo, com vasta presença do público admirador, de amigos e da mídia.

A obra, bilíngüe, contém trechos biográficos, ilustrações de seus trabalhos tanto em grafite como em óleo sobre tela e versão para o inglês de todo o texto.

A impressão é da “Laserprint” e a crítica de Jacob Klintowitz.

Exemplares do livro de Jurandi Assis são encontrados à venda na loja do MASP, Museu de Arte de São Paulo, na avenida Paulista.
 

Trecho de um olhar de Simone Ribeiro do jornal “A Tarde”, da Bahia – Publicação de 24/01/2004

 

“Baiano de Santa Maria da Vitória, onde nasceu em 1939, Jurandi Assis poderia ser mais um nordestino a engrossar os bolsões de miséria do Sudeste do Brasil. Aos 17 anos mudou-se para São Paulo com parcos recursos e muitos sonhos. O maior deles, o de ser artista plástico, feito que conseguiu e celebra, num livro de luxo recém-lançado, custeado por ele e comemorativo aos seus 30 anos de dedicação ao ofício”.

A publicação de pouco mais de 150 páginas, é bilíngüe (inglês/português) e traz, além de um texto autobiográfico produzido pelo artista, um ensaio crítico de Jacob Klintowitz, comentando sua obra. Ao final, reproduções de uma série de quadros, desde a década de 70 – foi apenas em 1974 que realizou sua primeira individual, na União Cultural Brasil Estados Unidos – até os anos mais recentes.

Jurandi Assis, Pintor: O Inventário do Cotidiano é um festim de cores e formas geometrizadas, uma homenagem à infância e à cultura regional que absorveu.

Foi nas origens sertanejas que Jurandi buscou o seu estilo. Seus óleos sobre tela não negam uma opção por uma pintura figurativa e realista, com toques de ingenuidade e cubismo.

Violeiros, garimpeiros, mulheres rendeiras, lavadeiras, vaqueiros, baianas de candomblé são os personagens que passeiam pela visão do artista. Gente comum, enobrecida pela força dos pincéis e pelo olhar romântico. A dramaticidade de um Cândido Portinari – sua influência mais direta – imprimiu a temas tão comuns passa longe. Além do pintor de Brodowski, o artista baiano também teve como mestres e amigos diretos Rebolo e Oscar Costa.

Durante essa trajetória, Jurandi Assis conciliou a atividade pela qual sempre nutriu mais afeto com a publicidade, justificativa para pagar as contas e a escola dos filhos, recorda em suas reminiscências. Relembra também os tempos de inocência, a vida interiorana, o movimento das pessoas no cais do porto, onde os vapores atracavam, o rio Corrente e São Francisco, a descoberta das carrancas esculpidas por Guarany, a professora D.Rosa. Jurandi Assis tem mais de 1.000 telas catalogadas e já expôs nos mais reconhecidos Espaços Culturais e Galerias de Arte em São Paulo.

 

Jurandi Assis consta ainda nos livros e cadernos didáticos:

- "Marcha Criança" - Ensino Fundamental 3º ano - 2a. série - Caderno de História e Geografia - Publicado em 2009 - Editora Scipione - Autoras: Maria Teresa, Maria do Carmo, Maria Elisabete e Armando Coelho. Referência na página 81.

- "Jindanji", As heranças africanas no Brasil - Editora Duna Dueto - SP - Autora: Nereide Schilaro Santa Rosa - Publicado em 2008 - Referência na pagina 22

 

- “Desenho” da série conhecendo o ateliê do artista da Editora Moderna. Publicado em 2007. Autoras: Lígia Rego, Lígia Santos e Tati Passos.

- "Caderno de Ensino Aprendizagem Compartilhada", CEAC - Fase I Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura da Estância Turística de Itú. Editora Múltipla - Tecnologia Educacional - 2º Semestre - 2007 (pgs. 8 e 9)

- “Carrancas do Sertão, signos de ontem e de hoje” - Livro patrocinado pelo SESC de Petrolina, PE - Publicado em 2006 - Autora: Elisabet Gonçalves Moreira (moreira.elisabet@ig.com.br)

- "Etnias e Cultura” da série Arte e Raízes da Editora Moderna, SP Publicado em 2004
Autora: Nereide Schilaro Santa Rosa

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